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Fundação
Em plena expansão marítima, um grupo de pastores
castanheirenses foi até Coimbra apresentar-se ao Cabido. Estes foram dizer que havia uma grande povoação na Ribeira de Pera que distava duas léguas e terço da igreja de Pedrógão e por estarem tão longe “estavam carecidos dos sacramentos eclesiásticos o que era e é coisa muito perigosa para as almas dos ditos moradores.” Daí que se comprometessem a fazer uma igreja larga e espaçosa no sítio onde existia a Ermida de S. Domingos.
A escritura de compromisso ocorreu a 15 de Novembro de 1502, confirmada a 8 de Dezembro desse ano.
Brasão

Brasão:
Escudo de prata, castanheiro arrancado de verde, com ouriços de prata abertos de vermelho, entre estrela de oito pontas de vermelho, em chefe e campanha diminuta de azul e prata de três tiras. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “FREGUESIA de CASTANHEIRA DE PERA”.
Bandeira: Verde. Cordão e borlas de prata e verde.
Haste e lança de ouro.
Selo: Nos termos da Lei, com a legenda: “Junta de
Freguesia de Castanheira de Pera”.
Ordenação Heráldica do brasão, bandeira e selo da
freguesia de Castanheira de Pera publicada no Diário da
República, III Série, n.º 79, de 4 de Abril de 2002.
Ermida de S.
Domingos
Segundo a tradição oral, consta que D. Martinho Pires, bispo de Coimbra, em 1398, visitou seu irmão Brás Pires, residente no lugar da Moita. Aproveitando a presença do cunhado, a mulher de Brás Pires solicitou-lhe a criação de uma freguesia, ao que o bispo respondeu que “não pedira coisa pouca”.
É certo que a fundação da freguesia só se deu um século depois, mas foi erguida, provavelmente, por essa altura a Ermida de S. Domingos, no local onde hoje existe a Igreja Matriz.
A construção da Ermida naquele lugar deveu-se ao facto de, segundo a lenda, ter aparecido uma imagem de S. Domingos quando uma pastora por ali apascentava o seu rebanho.
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